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><channel><title>Blog do Raul &#187; Democracia</title> <atom:link href="http://raul.blog.br/secao/democracia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://raul.blog.br</link> <description>Espaço Democrático de ideias e debates, com posição social-democrata.</description> <lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2012 04:27:29 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Reformar a Política, ou não?</title><link>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/</link> <comments>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/#comments</comments> <pubDate>Thu, 31 Mar 2011 21:52:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category> <category><![CDATA[Ficha limpa]]></category> <category><![CDATA[Promessa]]></category> <category><![CDATA[Reforma Política]]></category> <category><![CDATA[Voto Popular]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1260</guid> <description><![CDATA[Os deputados federais e senadores parecem que definitivamente assumiram como tarefa prioritária a realização da Reforma Política, que pode redefinir os cenários eleitorais dos próximos anos. Essa pretensão é uma reivindicação antiga da classe política e da sociedade brasileira, que [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/reforma-politica-2/" rel="attachment wp-att-1262"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/03/Reforma-Política1.jpg" alt="" title="Reforma Política" width="280" height="210" class="alignleft size-full wp-image-1262" /></a>Os deputados federais e senadores parecem que definitivamente assumiram como tarefa prioritária a realização da Reforma Política, que pode redefinir os cenários eleitorais dos próximos anos. Essa pretensão é uma reivindicação antiga da classe política e da sociedade brasileira, que deseja um sistema político e eleitoral mais transparente, tanto nas suas regras básicas, quanto no respaldo partidário e financeiro das candidaturas em todos os níveis. Porém, pelo que tem saído nos meios de comunicação, o encaminhamento das propostas está restrito aos parlamentares, sem canais de participação dos eleitores, como se eles fossem importantes apenas na hora de votar e ponto final.<br
/> <span
id="more-1260"></span><br
/> Acontece que essa possibilidade de mudar o ordenamento jurídico, político, partidário e eleitoral, também pode morrer no Congresso Nacional. Os governos de José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva contavam com a maioria dos votos entre deputados e senadores, mas não conseguiram impor à maioria do Congresso uma Reforma Política que contemplasse os seus interesses políticos. É uma situação bem diferente da votação de uma reforma estrutural do país, como a Tributária, Trabalhista, Previdenciária ou Administrativa. Tanto quanto da aprovação de uma nova lei instituindo impostos ou definindo orçamentos públicos e o salário mínimo.<br
/> <br
/> A Reforma Política, para mudar efetivamente, mexerá em “conquistas” pessoais dos parlamentares e interferirá na sobrevida dos seus mandatos e interesses. Nesse caso específico, como vem demonstrando a história, não basta a vontade política do governo, sem articular e construir consensos sobre as ideias que se pretendem modificar. Por isso, agora, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, o comportamento não será diferente. De nada adiantam projetos isolados serem aprovados nas comissões permanentes do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados. O plenário de ambas as casas do Poder Legislativo é soberano na hora de decidir.<br
/> <br
/> Além disso, se não bastassem os remendos constitucionais aprovados pelos parlamentares, o Poder Judiciário, através do Supremo Tribunal Federal – STF ou do Tribunal Superior Eleitoral &#8211; TSE, ainda encontram interpretações divergentes do que se aprovam, e as últimas eleições já foram realizadas sem regras claras ou sem tempo para ser absorvida pelos costumes dos cidadãos eleitores, que apenas cumprem com o seu dever no dia da eleição. O mundo jurídico e os entendidos em direito no Brasil costumam afirmar que o país revela muita vulnerabilidade nas regras eleitorais, deixando sobressair ainda a sensação de uma profunda insegurança jurídica que faz mal às instituições por causa do descrédito de todos os atores envolvidos na política, enquanto ação ou passaporte para as mudanças possíveis num regime democrático.<br
/> <br
/> O exemplo mais recente do descrédito, que gerou um profundo desânimo nacional, foi a reincidência de golpes desferidos contra uma iniciativa legislativa da população, quando elaborou e protocolou no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Ficha Limpa. A decisão recente do STF, adiando para as eleições de 2012, a validade da exigência de Ficha Limpa para todos os candidatos, com todos os argumentos jurídicos bem fundamentados, frustrou a todos. A pouco mais de um ano para a disputa das prefeituras brasileiras, a classe política precisará se esforçar muito para fazer com que o cidadão tome outra atitude voluntária de propor caminhos.<br
/> <br
/> Nos últimos dias o Senado aprovou isoladamente o fim das reeleições para presidentes, governadores e prefeitos, com futuros mandatos de cinco anos. No início desta semana, aprovou também o voto em listas fechadas de candidatos a deputados e vereadores, querendo impedir que o eleitor vote nos candidatos e que o voto seja destinado aos partidos responsáveis pela elaboração das listas de candidatos da preferência deles próprios. A sociedade não deu a mínima opinião sobre esse assunto, porque o Congresso não criou canais de participação e muito menos está realizando campanhas cívicas de esclarecimento das propostas em discussão a quatro paredes.<br
/> <br
/> Isso não vai chegar a um ponto de convergência e a Reforma Política pode ser considerada, uma vez mais, um factóide do Parlamento brasileiro, uma atitude para justificar que estão trabalhando ou aparentemente tentando responder aos anseios de mudança da sociedade. O leitor desavisado pode achar que estou aqui apenas atirando pedras na vidraça daqueles que conseguiram legitimamente os seus mandatos; mas acrescento que se fosse ouvido e lido por eles, do Congresso Nacional, pautaria desde logo questões como a cláusula de barreira para os partidos, fidelidade partidária, fim da coligação nas eleições proporcionais, financiamento público exclusivo das campanhas, voto distrital, fim do voto obrigatório e permissão de apenas uma reeleição para todos os cargos eletivos.<br
/> <br
/> Que tal pensar a respeito desse assunto, propondo as suas ideias, pressionando sem esmorecimento aqueles que há seis meses conquistaram o seu voto na base da promessa e do sorriso?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>Um verdadeiro Partido Social-Democrata !</title><link>http://raul.blog.br/1244/um-verdadeiro-partido-social-democrata/</link> <comments>http://raul.blog.br/1244/um-verdadeiro-partido-social-democrata/#comments</comments> <pubDate>Mon, 21 Mar 2011 01:02:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Aécio Neves]]></category> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[FHC]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[PSDB]]></category> <category><![CDATA[PT]]></category> <category><![CDATA[Democracia Interna]]></category> <category><![CDATA[Gilberto Kassab]]></category> <category><![CDATA[Partido do Kassab]]></category> <category><![CDATA[PSD]]></category> <category><![CDATA[Social-Democrata]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1244</guid> <description><![CDATA[O novo Partido Social Democrático – PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, dificilmente será incluído entre os nanicos da política brasileira. Ele nasce em laboratório jurídico e acadêmico, com vocação de partido médio, com os mesmos objetivos executados [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1244/um-verdadeiro-partido-social-democrata/evolucao-do-psdb-3/" rel="attachment wp-att-1251"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/03/Evolução-do-PSDB2-300x127.jpg" alt="" title="Evolução do PSDB" width="300" height="127" class="alignright size-medium wp-image-1251" /></a>O novo Partido Social Democrático – PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, dificilmente será incluído entre os nanicos da política brasileira. Ele nasce em laboratório jurídico e acadêmico, com vocação de partido médio, com os mesmos objetivos executados pelo prefeito em legendas utilizadas anteriormente por ele – PL, PFL e DEM. Com um projeto político pessoal em curso, como das vezes anteriores, é claro que o prefeito emprestará o PSD a outros projetos de aliados circunstanciais, longe de ideologias e doutrinas. De outro lado, o PSDB precisa justificar a sua denominação social-democrata e não se isolar ainda mais durante os movimentos do novo abrigo de políticos em litígio com as suas legendas.<br
/> <span
id="more-1244"></span><br
/> Não sei se o PSD tumultuará as bases do PSDB, em função dos movimentos de Kassab com alguns vereadores tucanos desde as eleições de 2008 e com a manutenção de parcelas representativas do partido em cargos de direção na Prefeitura de São Paulo. Ele dá um salto maior agora com a chance de se aproximar do governo Dilma Rousseff, num momento em que os ventos conspiram a favor da petista e o seu modo de governar é reverenciado em editoriais pela imprensa e nas recentes entrevistas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.<br
/> <br
/> O PSDB deve estar atento a essas movimentações extemporâneas. E aproveitar as convenções partidárias em todos os níveis para aprofundar temas questionados pela sua militância e, principalmente, pela sociedade brasileira, que ainda mantém expectativas sobre o seu posicionamento em relação ao governo federal, comandado pelo PT há oito anos e três meses. 43 milhões de eleitores depositaram votos no candidato José Serra à presidência da República e esse é um patrimônio valioso demais para desperdiçar.<br
/> <br
/> O PSD de Gilberto Kassab não tem outro compromisso, no presente, que não seja o de servir de guarda-chuvas a políticos com planos eleitorais municipais em 2012 e de vitaminar as intenções do seu próprio dono em 2014. O PSDB das principais lideranças da oposição no Brasil tem responsabilidades e reconhece que terá dificuldades em atrair a militância para os seus novos rumos, se optar apenas pela definição de um nome ou de nomes de dirigentes renomados ou tradicionais do tucanato para cuidar das tarefas representativas, perante o Congresso Nacional e os seus governos estaduais.<br
/> <br
/> Em dezembro do ano passado, Tasso Jereissati explicitou que o PSDB tem que recuperar o que era seu. Um partido de quadros, apoiado na classe média, que ao longo dos últimos anos perdeu parte desse apoio e recuperou em 2010. Relembrou que quando começou na política, o PMDB era o partido das áreas urbanas e desenvolvidas e o PFL era o partido dos chamados grotões. Tasso constata que esse caminho se inverteu: o PT está hoje onde era o PFL e o PSDB se recupera nos grandes centros urbanos. O PT também vendia ética e moralidade, com liderança simbólica dessas questões no passado, e perdeu esse discurso. Cabe ao PSDB resgatá-lo como um dos maiores e mais importantes valores admirados pela classe média.<br
/> <br
/> Nos últimos dias avistamos o senador Aécio Neves num impulso em direção ao movimento sindical, querendo acrescentar à agenda do PSDB, compromissos mais claros com uma discussão de temas afinados com as principais demandas da classe trabalhadora. Procurou para isso a direção da Força Sindical, que a meu ver tem um nível de resposta baixo às categorias integrantes da classe média, alvo do PSDB.<br
/> <br
/> Se a alternativa de ser um partido de classe média for a escolhida pelo PSDB, o quesito trabalhista precisa contemplar as entidades representativas dos profissionais liberais, técnicos e profissionais formados nas universidades e institutos tecnológicos, terceiro setor etc., com um discurso forte contra a gastança governamental, que impede a redução da carga tributária, tira a competição do produto brasileiro, inibe o consumo e a geração de novos empregos. Compartilhei essas ideias com os dirigentes nacionais do Instituto Teotonio Vilela, Jose de Lucena Dantas e Michel Minassa, numa reuniao recente.<br
/> <br
/> Acho fundamental, nessa reincidência de tratamento do tema sobre pontos de discussão para um novo PSDB, que é impossível falar de novos rumos partidários sem expor concretamente sobre conteúdos atualizados do seu discurso, comprometimento com as reformas política e eleitoral, radicalização na democracia interna e nas formas de participação de seus filiados e militantes. Prévias e primárias motivam e mobilizam mais que uma alternativa cartorial eleitoral. Não há como iniciar uma discussão de renovação ou reestruturação partidárias sem oferecer canais de maior participação e decisão. Ninguém quer, por exemplo, um PSDB fechado em sua cúpula ou uma sigla de aluguel, como pode redundar esse novo PSD&#8230;</p><p>Ilustração de AndréHQ</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1244/um-verdadeiro-partido-social-democrata/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>18</slash:comments> </item> <item><title>Peão, Educação, Cidadão &#8230;</title><link>http://raul.blog.br/1227/peao-educacao-cidadao/</link> <comments>http://raul.blog.br/1227/peao-educacao-cidadao/#comments</comments> <pubDate>Thu, 10 Mar 2011 21:53:57 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Economia]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Cidade Vermelha]]></category> <category><![CDATA[Desenvolvimento e Educação]]></category> <category><![CDATA[Ditadura no Brasil]]></category> <category><![CDATA[Economia e Educação]]></category> <category><![CDATA[Poli-USP Cubatão]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1227</guid> <description><![CDATA[No passado a educação não fazia parte dos estudos econômicos por possuir uma influência indireta. Atualmente, com o conhecimento sendo considerado o mais importante fator de produção, a educação adquire um novo papel no desenvolvimento econômico, porque corrige desequilíbrios no [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1227/peao-educacao-cidadao/peao-cidadao-educacao/" rel="attachment wp-att-1228"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/03/Peão-Cidadão-Educação-216x300.jpg" alt="" title="Peão Cidadão Educação" width="216" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-1228" /></a>No passado a educação não fazia parte dos estudos econômicos por possuir uma influência indireta. Atualmente, com o conhecimento sendo considerado o mais importante fator de produção, a educação adquire um novo papel no desenvolvimento econômico, porque corrige desequilíbrios no funcionamento das economias de mercado, com a formação de recursos humanos em sintonia com as suas necessidades e inovações tecnológicas.<br
/> <span
id="more-1227"></span><br
/> Quem ignora isso hoje parece que finge ou é mesmo descomprometido com as gerações presentes e futuras. Pelo nível de educação, percebemos cada vez mais o caráter estratégico na criação de vantagens competitivas, vinculadas à qualidade das políticas de saúde, higiene, educação e capacitação, bem como dos equipamentos básicos de infraestrutura. Governantes atrasados ou mal intencionados priorizam outras coisas, quando não acham que a educação está bem encaminhada por causa dos volumes de investimentos constitucionais; mas são devedores da sociedade, que não quer ver os seus filhos gerados e criados para servir de peões e nada mais.<br
/> <br
/> O impacto da expansão educacional nos dá a medida das dimensões relativas à igualdade e ao crescimento econômico. Estudos e pesquisas indicam essa direção para considerar a consolidação e garantia da cidadania, pela educação, como travessia para se obter transformações profundas sobre o crescimento populacional, o ambiente familiar e a participação política. Não podemos continuar vítimas de um modelo de exclusão e nem cabe imaginar que regimes políticos passados causaram tantos prejuízos.<br
/> <br
/> A história revela que a Baixada Santista foi punida pela ditadura militar, impedindo a criação e instalação de campus de Universidades Públicas nos seus municípios, porque a região sempre viveu ambiente político de mobilização intensa, com o movimento dos trabalhadores do Porto de Santos e, no início dos anos 50, com a industrialização de Cubatão. Essa condição nunca foi valorizada pelos historiadores, que optaram pela descrição do espírito guerreiro de uma população composta por homens e mulheres que sempre viveram em trincheiras de lutas para defender os seus direitos, a liberdade e a democracia como o melhor de todos os regimes.<br
/> <br
/> O reconhecimento de Santos como Moscou Brasileira e Cidade Vermelha, por exemplo, serviu para que o município sede da Baixada tivesse a sua garra respeitada e produzisse líderes políticos para o cenário nacional, como o governador Mário Covas, que neste mês faz 10 anos que não vive mais entre nós. Porém a região vive atualmente sob expectativa de uma explosão de prosperidade, com as descobertas de petróleo e gás pela Petrobrás, e poderia ter se preparado com antecedência através de pesquisas científicas avançadas e o planejamento urbano sustentável.<br
/> <br
/> No meio desses acontecimentos, a Prefeitura de Cubatão, atualmente dirigida pelo PT, trata com frouxidão o tema instalação de um campus avançado da Escola Politécnica de Engenharia da USP no município. Eles não conseguem ver as vantagens para os filhos da cidade e para todos quantos dela acorrerem, com a presença de educadores inteligentes no seu território, na sua economia. Educação não pode ficar restrita apenas aos discursos políticos-eleitorais. Há o quê fazer, sociedade. Mãos à obra!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1227/peao-educacao-cidadao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>Promessa de Salário Mínimo</title><link>http://raul.blog.br/1170/promessa-de-salario-minimo/</link> <comments>http://raul.blog.br/1170/promessa-de-salario-minimo/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Feb 2011 18:31:51 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Economia]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[PSDB]]></category> <category><![CDATA[PT]]></category> <category><![CDATA[Melhor]]></category> <category><![CDATA[Quanto Melhor]]></category> <category><![CDATA[R$ 600]]></category> <category><![CDATA[Salário Mínimo]]></category> <category><![CDATA[Salário Mínimo do PSDB]]></category><guid
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href="http://raul.blog.br/1170/promessa-de-salario-minimo/pt-zombava-salario-minimo-2/" rel="attachment wp-att-1182"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/02/PT-zombava-salario-minimo-300x221.jpg" alt="" title="PT zombava salario minimo" width="300" height="221" class="alignleft size-medium wp-image-1182" /></a>Sou um defensor intransigente da coerência do homem em todos os seus atos e atitudes, principalmente na política. Tenho muito respeito e cuidado com a distância existente entre as ideias, as promessas e a consequência delas para a vida das pessoas. Já escrevi antes que faço parte da turma do “quanto melhor, melhor” e que não fico torcendo para que as coisas dêem errado apenas para atirar pedras na vidraça alheia. Mas o espetáculo da votação do novo salário mínimo revelou também a distância que há entre os discursos políticos eleitoreiros e a prática depois que esses candidatos se elegem.<br
/> <span
id="more-1170"></span><br
/> Durante esta semana foi possível assistir com espanto o governo federal, comandado pela presidente Dilma Rousseff (PT), determinar e exigir que os deputados federais e senadores da sua base de apoio no Congresso Nacional apoiassem e votassem o valor de R$ 545,00 para o salário mínimo. No meio termo, as centrais sindicais, lideradas pelo deputado federal Paulinho da Força (PDT) e com o apoio do DEM, queriam R$ 560,00; enquanto o PSDB, mantendo a sua coerência na campanha eleitoral de José Serra, no ano passado, defendia R$ 600,00.<br
/> <br
/> Ora, no passado, o PT sempre defendeu bandeiras radicais, muitas vezes apenas para marcar a sua posição política, com os números ideais oferecidos pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Com certeza, se o PT estivesse na oposição ele estaria liderando a defesa de um salário mínimo de R$ 2.194,76, que segundo o Dieese é o valor que o brasileiro precisa hoje para conseguir arcar com as suas despesas básicas.<br
/> <br
/> Sabemos que para a realidade econômica do Brasil, apesar da estabilidade conquistada com o Plano Real (desde Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso), o país não teria condições de pagar um salário mínimo desse nível. Mas poderia pagar os R$ 600,00 propostos pela oposição, que, graças à sua divisão em momentos importantes como esse, favoreceu o sucesso político do atual governo federal no parlamento.<br
/> <br
/> O valor considerado e aprovado é de R$ 545,00, e a sua defesa foi embasada no novo comportamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que durante a campanha eleitoral expunha um Brasil econômico surfando na prosperidade e agora mudou o seu discurso, porque as próximas eleições para a presidência da República estão longe e percebeu que é preciso governar com escrúpulos, balizado na verdade, longe da demagogia.<br
/> <br
/> Estou convencido de que o país poderia pagar um salário mínimo de R$ 600,00, com todos os cuidados e responsabilidades que um homem público precisa observar na hora em que tem a caneta da governabilidade. Lamentei, entretanto, que os deputados federais fossem tão submissos a ponto de transferir todo o poder de decisão dos próximos valores de salário mínimo, até 2015, para a presidente da República, através de decretos, sem necessitar do Congresso. Não nos venham com justificativas futuras de que o Poder Executivo engessa o Legislativo com dezenas de MPs e decretos.  Isso é vergonhoso, justamente porque eles pensaram tirar de si mesmos a pressão do povo, que deve considerar o deputado a sua porta de entrada no contato e aprovação de leis que interferirão no seu futuro.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1170/promessa-de-salario-minimo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>17</slash:comments> </item> <item><title>Desafios do Ano Político</title><link>http://raul.blog.br/1137/desafios-do-ano-politico/</link> <comments>http://raul.blog.br/1137/desafios-do-ano-politico/#comments</comments> <pubDate>Fri, 04 Feb 2011 22:25:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Ano Legislativo]]></category> <category><![CDATA[Ano Político]]></category> <category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category> <category><![CDATA[Deputados]]></category> <category><![CDATA[Senadores]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1137</guid> <description><![CDATA[Semana passada tivemos o início do ano político, com as posses dos deputados federais e senadores eleitos e reeleitos em 2010, no Congresso Nacional. O leitor deste artigo pode me questionar sobre a importância de trazer este assunto, quando o [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1137/desafios-do-ano-politico/congresso-nacional/" rel="attachment wp-att-1138"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/02/Congresso-Nacional-300x212.jpg" alt="" title="Congresso Nacional" width="300" height="212" class="alignright size-medium wp-image-1138" /></a>Semana passada tivemos o início do ano político, com as posses dos deputados federais e senadores eleitos e reeleitos em 2010, no Congresso Nacional. O leitor deste artigo pode me questionar sobre a importância de trazer este assunto, quando o papel dos parlamentares parece restrito às emendas orçamentárias apenas para o próximo ano e os principais analistas julgam que numa legislatura de quatro anos só tem importância os primeiros doze meses. Insisto na relevância deste registro, porque os movimentos políticos ensaiados desde Brasília importam e influem sobre os rumos de nossas próprias vidas.<br
/> <span
id="more-1137"></span><br
/> Hoje há diversas maneiras de acompanhar as movimentações políticas no país, graças às inovações observadas e utilizadas para se conseguir as informações e a própria interatividade na comunicação com os eleitos. Em outros países esses avanços em relação ao uso de tecnologias comunicativas revelam exemplos de mobilização que modificam regimes e consolidam a democracia como os melhor de todos os regimes. No Brasil ainda não aprofundamos o seu uso, até porque muitos brasileiros, decepcionados com a atuação política de nossos representantes nas últimas décadas, rejeitam dedicar maior atenção a esses assuntos com a velha ideia de que os políticos deixam a desejar, nivelando-os por baixo. Ora, se a sociedade insistir nesse comportamento, a política será dominada apenas por aqueles que rejeitamos.<br
/> <br
/> Essa preleção justifica a preocupação com as mudanças institucionais &#8211; reformas tributária, previdenciária e política &#8211; há muito reclamadas e que devem afetar o desenvolvimento de cada município da federação. Nos últimos tempos verificamos pelo noticiário a grandeza dos benefícios que podem advir da exploração e comercialização do gás e petróleo na Bacia de Santos. Tomo como referência a Baixada Santista, região em que vivo e escrevo estas reflexões, por conta das consequências que terá com os investimentos anunciados em obras de infraestrutura &#8211; Porto de Santos, Guarujá e Cubatão, sistemas rodoferroviários e urbanização.<br
/> <br
/> Mas como vai acontecer esse relacionamento com os mandatos parlamentares se a Baixada Santista está resumida numericamente a três deputados federais? Ora, com as instâncias disponíveis e acessíveis aos organismos públicos &#8211; prefeituras e câmaras municipais, Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), entidades representativas da sociedade civil e o Governo do Estado.<br
/> <br
/> São Paulo conta com 70 deputados federais e três senadores, que devem responder prioritariamente às necessidades do Estado, sem perder de vista que devem atuar todo o tempo para garantir a governabilidade e as principais conquistas de todo o povo brasileiro. A Baixada não é uma ilha nesse contexto e precisa ser olhada como uma área estratégica com o tamanho da sua importância para o desenvolvimento do Brasil. Com essa vocação para contribuir com a produção e para gerar riquezas para o nosso Estado e o país, os novos parlamentares deve respeitar esse potencial e entender a sua natureza.<br
/> <br
/> O ano político que se iniciou dia 2 de fevereiro, com uma mensagem positiva da presidente Dilma Rousseff, tem tudo a ver com a região, independentemente da coloração partidária, porque há uma página a ser virada nessa história aparentemente conformada, como se as próprias projeções que se fazem do seu futuro pudessem acontecer automaticamente. Mas vale refletir. Os interesses regionais não estão distantes de Brasília. Com a presença e a participação maior da sociedade nos mandatos ora iniciados, as respostas virão!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1137/desafios-do-ano-politico/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>A parte de cada um!</title><link>http://raul.blog.br/1079/a-parte-de-cada-um/</link> <comments>http://raul.blog.br/1079/a-parte-de-cada-um/#comments</comments> <pubDate>Sat, 25 Dec 2010 17:55:43 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Datas Especiais]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Esperança]]></category> <category><![CDATA[Natal]]></category> <category><![CDATA[Transparência]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1079</guid> <description><![CDATA[Estamos a poucos dias do final de 2010. Este ano foi dos mais agitados em função do comportamento político nacional, que trouxe expectativas renovadas no meio de sobressaltos e mentiras que sempre tentam contaminar a vida democrática com as eleições. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1079/a-parte-de-cada-um/papai-noel-3/" rel="attachment wp-att-1089"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/Papai-Noel2-300x297.jpg" alt="" title="Papai Noel" width="300" height="297" class="alignright size-medium wp-image-1089" /></a>Estamos a poucos dias do final de 2010. Este ano foi dos mais agitados em função do comportamento político nacional, que trouxe expectativas renovadas no meio de sobressaltos e mentiras que sempre tentam contaminar a vida democrática com as eleições. Mas é perceptível o clima geral, entre as comemorações do Natal e do ano novo, de esperança no que está por vir.<br
/> <span
id="more-1079"></span><br
/> Costuma-se dizer que o povo brasileiro é otimista por natureza. Esse é um dos fatores positivos que nos estimula a acreditar cada vez mais em nosso país e nas chances que ele tem de se transformar e melhorar. E acho um engano atribuir ao povo a falta de memória sobre acontecimentos que interferem diretamente em suas vidas. Não se trata de um estado de acomodação, mas vejo o povo mais informado e consciente sobre as opções que se apresentam para a sua escolha.<br
/> <br
/> A comunicação global está antecipando a transformação dos comportamentos pessoais. É muito difícil generalizar análises sem dar importância às áreas de interesses, porque tanto a memória quanto as relações pessoais hoje estão submetidas a uma seleção de pessoa para pessoa. Quem quiser bombardear corações e mentes com informações que não influenciam em suas vidas enfrentará dificuldades.<br
/> <br
/> Não consigo imaginar o mundo da comunicação e das atividades econômicas, políticas e sociais sem transparência, sem liberdade de expressão e sem canais de participação da sociedade. As pessoas querem mais opções e podem escolher melhor os seus próprios caminhos.<br
/> <br
/> Por isso estou ainda mais convicto de que uma sociedade exigente demandará esforços maiores dos governantes, fornecedores e prestadores de serviços. Entendo que os dias de dissimulação estão contados, embora ainda convivamos com gente oportunista e que não produz nada além de saber antes qual será a sua vantagem.<br
/> <br
/> Hoje resolvi escrever sobre reflexões que tenho feito para tentar descobrir a razão de certas atitudes, em praticamente todos os setores da sociedade organizada. Concluo esperançoso e sem tomar partido de partidos, pessoas ou orientações acadêmicas e prontas. Que o espírito de Natal e as excelentes expectativas de 2011 evoluam em cada leitor, também para que não fique sentado esperando o novo tempo chegar! Sejam felizes, participem mais!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1079/a-parte-de-cada-um/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>Bullying também na política!</title><link>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/</link> <comments>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/#comments</comments> <pubDate>Sun, 21 Nov 2010 20:13:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Bullying na política]]></category> <category><![CDATA[Bullying Político]]></category> <category><![CDATA[Internet]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1043</guid> <description><![CDATA[Não me cheira bem essa onda de intolerância, racismo, preconceito, conflitos de interesses regionais, censura &#8211; à imprensa, livros paradidáticos e Internet, patrulhamento religioso e ideológico, desde a última campanha eleitoral de 2010. Cientistas sociais já indicavam, durante a provocação [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/bullying-na-politica-2/" rel="attachment wp-att-1047"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/bullying-na-politica1-300x280.jpg" alt="" title="bullying na politica" width="300" height="280" class="alignright size-medium wp-image-1047" /></a>Não me cheira bem essa onda de intolerância, racismo, preconceito, conflitos de interesses regionais, censura &#8211; à imprensa, livros paradidáticos e Internet, patrulhamento religioso e ideológico, desde a última campanha eleitoral de 2010. Cientistas sociais já indicavam, durante a provocação desses temas com o superficial debate sobre a legalização do aborto e o <em>apartheid</em> social no país, que a sociedade brasileira não estava preparada para discernir sobre esses valores devido à dependência social e às deficiências do nosso sistema educacional. Partidos e seus marqueteiros deram de ombros e mandaram seguir a linha sem um alerta mais duro contra a enxurrada de mensagens inventadas e/ou superdimensionadas nos meios virtuais na Internet.<br
/> <span
id="more-1043"></span><br
/> O uso das ferramentas da Internet nas campanhas eleitorais serviu para disseminar com uma força avassaladora as velhas táticas de guerrilha política dos boatos e maledicências. Por esse caminho, as &#8220;vítimas&#8221;, candidatos ou partidários de candidatos, ficaram sujeitas à depreciação de imagem, ética, moral e das suas próprias histórias de vida. Não faltaram perfis, blogs, fakes, em todas as redes sociais, a espalhar boatos, documentos, vídeos e fotos manipulados, colocando adversários políticos em situações muito constrangedoras.<br
/> <br
/> Esse baixo nível das campanhas saiu dos ambientes privados, em casa, nas <em>lan</em> <em>houses</em>, <em>notebooks</em> e <em>smartphones</em>, para as ruas e para o clima comportamental do país, sendo alvo dos mais variados e descontrolados comentários e reações. Isso não deixa de configurar uma espécie de <em>bullying</em> na vida de todos aqueles que se enveredam em participar do debate sobre os rumos para o futuro do Brasil. Sem o privilégio de uma perseguição em maior ou menor escala dos que defendem os pensamentos à esquerda ou à direita, se assim quiserem situar as trincheiras, é necessário que os líderes políticos nacionais reprogramem as suas estratégias com foco maior na discussão de políticas públicas e alternativas a essa confusão quase que mental.<br
/> <br
/> Longe de levantar a bandeira da censura aos meios de comunicação, como sugerem alguns incomodados com a democracia, acho oportuno pautar o momento do enfrentamento de questões voltadas à Educação para uma convergênia cidadã e para a compreensão das inúmeras diferenças, exemplificando o contexto histórico de cada manifestação. E a Justiça diante de todos esses feitos e fatos, é mesmo cega e burra? Alguma coisa acontece neste país e devemos aprender a conviver mais com os novos tempos que já foram inaugurados há mais de uma década. Estancar a abordagem séria dos temas distorcidos pela falta de Educação melhor para todos pode legar o país ao reles papel de uma Nação na vanguarda do atraso.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Herança de Lula&#8230;</title><link>http://raul.blog.br/1003/heranca-de-lula/</link> <comments>http://raul.blog.br/1003/heranca-de-lula/#comments</comments> <pubDate>Mon, 15 Nov 2010 18:00:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Economia]]></category> <category><![CDATA[FHC]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[FHC e Lula]]></category> <category><![CDATA[Herança Maldita]]></category> <category><![CDATA[Herança Política]]></category> <category><![CDATA[Lula versus FHC]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1003</guid> <description><![CDATA[O presidente Lula disse que não deixará uma &#8220;herança maldita&#8221; para a presidente eleita Dilma Rousseff como a que recebeu em seu primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. De pronto essa declaração é injusta com FHC, que a meu ver [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
rel="attachment wp-att-1011" href="http://raul.blog.br/1003/heranca-de-lula/divida-publica/"><img
class="alignleft size-medium wp-image-1011" title="divida-publica" src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/divida-publica-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>O presidente Lula disse que não deixará uma &#8220;herança maldita&#8221; para a presidente eleita Dilma Rousseff como a que recebeu em seu primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. De pronto essa declaração é injusta com FHC, que a meu ver deixou como herança para todos nós brasileiros a estabilidade econômica, os primeiros passos organizados de uma rede de proteção social que se notabilizou com a Bolsa Escola, direcionamentos claros e eficientes nas áreas da Educação e Saúde, além da consolidação do Estado Democrático que garantiu a eleição livre e limpa de Lula em 2002. Dilma receberá um país num ambiente de risco de inflação em alta, sem contar o déficit público e os desafios da execução do Programa de Aceleração do Crescimento &#8211; PAC-2, da melhoria da qualidade da Educação e dos serviços na área da saúde.<br
/> <span
id="more-1003"></span><br
/> Lula pode estar certo em relação à sua expectativa do discurso de Dilma em jamais dizer, no futuro próximo, que recebeu uma &#8220;herança maldita&#8221; dele, porque segundo ele mesmo &#8220;ela ajudou a construir tudo o que nós fizemos até agora&#8221;. Na sua fala recente, Lula disse que ao assumir o governo em 2003 não havia financiamento para a agricultura, por exemplo, e que agora o Brasil dispõe de autosuficiência e caixa em diversas áreas como o gás. Mas lembrou que com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o país vai precisar de muitos investimentos.<br
/> <br
/> Ora, aí é onde mora o perigo do próximo governo. Investimentos em infraestrutura, que o país nunca antes na sua história teve condições amplas de realizar e não foi capaz por conta do elevado número de irregularidades licitatórias, contratuais e de má qualidade das obras gerenciadas pelo governo federal. Em 231 obras fiscalizadas pelo TCU &#8211; Tribunal de Contas da União, 32 apresentaram irregularidades graves e, por isso, tiveram a recomendação de que fossem paralisadas após auditorias do órgão encarregado de fiscalizar as ações dos homens públicos.<br
/> <br
/> A capacidade de execução de obras do PAC durante os dois últimos governos de Lula foi baixíssima, devido às irregularidades e à capacidade gerencial sob o comando da alcunhada &#8220;Mãe do PAC&#8221;, ninguém menos que a presidente eleita Dilma Rousseff. Lula acha que o Brasil pode alcançar e superar todas as metas do milênio com a continuação de seu governo em 2011, mas Dilma sempre foi melhor no powerpoint que nos resultados. Essa constatação dos últimos dois anos foi imperceptível na estratégia de marketing das campanhas da oposição, principalmente do candidato do PSDB, José Serra.<br
/> <br
/> Como fazer e atender às perspectivas &#8220;compradas&#8221; por cerca de 56% do eleitorado brasileiro? Há muito o quê fazer, além de intenções, e caberá à presidente eleita aplicar remédios doloridos e amargos a quatro anos das eleições de 2014, para o teste de popularidade da própria Dilma, de Lula ou de uma alternativa mais competente das oposições. Medidas apressadas estão sendo tomadas para que o impacto seja tardio, a recriação da CPMF, a votação do marco regulatório do pré-sal de modo que a sua sucessora leiloe a primeira área de exploração na Bacia de Santos e por aí vai&#8230;<br
/> <br
/> Minha aposta é no Brasil que dê certo; nada do quanto pior melhor. Quero apenas que haja governo, para conter os gargalos do desperdício e do descontrole da máquina pública &#8211; PIB maquiado, BNDES aportando dinheiro na Petrobrás, salvação do Banco Panamericano, repetição de falhas custosas no ENEM&#8230; Ademais, se é para falar em &#8220;herança maldita&#8221;, penso que a única deixada por FHC foi a eleição do próprio Lula em 2002, pela primeira vez, para não ficar em mais delongas e trololós que não vão mudar agora a história do nosso país.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1003/heranca-de-lula/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> <item><title>Brasis à flor da pele !</title><link>http://raul.blog.br/931/brasis-a-flor-da-pele/</link> <comments>http://raul.blog.br/931/brasis-a-flor-da-pele/#comments</comments> <pubDate>Sat, 06 Nov 2010 18:00:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[FHC]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Brasis]]></category> <category><![CDATA[Mayara Petruso]]></category> <category><![CDATA[Preconceito]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.raul.blog.br/?p=931</guid> <description><![CDATA[Discordo da forma com que a estudante de direito Mayara Petruso se expressou, sobre o povo nordestino brasileiro, logo após a eleição de Dilma Rousseff. Ela não foi a única, guardadas as proporções preconceituosas, a manifestar a sua contrariedade com [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/931/brasis-a-flor-da-pele/a-flor-da-pele-2/" rel="attachment wp-att-933"><img
src="http://www.raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/a-flor-da-pele1-e1289066264781.jpg" alt="" title="a flor da pele" width="290" height="193" class="alignright size-medium wp-image-933" /></a>Discordo da forma com que a estudante de direito Mayara Petruso se expressou, sobre o povo nordestino brasileiro, logo após a eleição de Dilma Rousseff. Ela não foi a única, guardadas as proporções preconceituosas, a manifestar a sua contrariedade com esse fato, mas acho importante levar em conta que, durante a campanha eleitoral deste ano, o presidente Lula e o PT radicalizaram em acentuar brasis – na divisão de classes sociais, regiões, escolaridade e por aí afora.<br
/> <span
id="more-931"></span><br
/> Não foi um mero arroubo da juventude. Houve excessos dos dois lados, funcionando como um divisor de território e trincheiras. A campanha eleitoral livre com o uso das ferramentas digitais permitiu uma participação maior das pessoas no centro dos debates políticos. Alguns temas foram trazidos de modo nu e cru, fazendo submergir o nível do entendimento e de ataques aos adversários.<br
/> <br
/> Em minha opinião, Mayara Petruso deve ter o direito de se retratar publicamente. É evidente que Mayara e muitos outros “militantes” virtuais não seriam capazes de sugerir a morte de alguma pessoa fora desse clima eleitoral com regras frágeis e desgovernado. Sobressaiu, infelizmente, a valorização do preconceito dos brasis que coexistem em nosso território nacional. O Brasil que se investe do que é politicamente correto, também esbarrou na hipocrisia da superficialidade no trato dos seus valores pessoais.<br
/> <br
/> Lí o artigo do colunista do jornal <strong>&#8220;Folha de São Paulo&#8221;</strong>, Fernando Rodrigues, intitulado &#8220;Desenvolvimento e ódio&#8221;, em que ressalta: &#8220;<em>Conviver com as diferenças e aceitar a diversidade é uma obrigação cívica. Sociedades como a brasileira, ao contrário da lenda, são atrasadas e pouco propensas à tolerância. O desenvolvimento do país explicita esse traço&#8221;</em>. Ora, cabe aos governantes investir todos os seus objetivos e feitos em mais educação de qualidade. Quando você educa para a vida e para a compreensão da cidadania plena, o Brasil avançará para evitar essa dicotomia do lulopetismo e deixar de acentuar quem está na primeira e na segunda classe.<br
/> <br
/> O saldo das eleições, independentemente dos resultados que cada um pudesse desejar mais, foi positivo. O Brasil precisa ter uma ação governamental integrada para evitar a protelação das desigualdades. As oposições devem concentrar os seus movimentos em uma proposta alternativa, ao invés de apostarem no quanto pior melhor ou naquela postura raivosa que o PT e os seus agregados tinham, à época dos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.<br
/> <br
/> Sobre o mesmo clima emocional de Mayara, na noite pós-proclamação dos resultados pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral, a questão da influência dos programas assistenciais no voto do povo pobre nordestino dominou o debate virtual, e me recordo de postar no Twitter, em 140 caracteres, a minha interpretação da diferença dos votos obtida por Dilma Rousseff em relação ao candidato José Serra nos seus Estados: <strong>Parte atrasada do país ajuda vitória do atraso, da mentira, preservando estigma secular de submissão em currais eleitorais</strong>. A melhor resposta veio de Rogério Marinho, deputado federal do PSDB-RN: &#8220;<em><strong>Atraso do País se dá pelo crescimento desigual. Nem PT nem o nosso governo resolveram. Solução: educação e descentralização</strong></em>&#8220;.<br
/> <br
/> Enquanto Dilma Rousseff acaba de afirmar que a <strong>&#8220;Educação está muito bem encaminhada!&#8221;</strong>, reflito se estas considerações estão boas para começar a conversar sobre o que está por vir&#8230;</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/931/brasis-a-flor-da-pele/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>15</slash:comments> </item> <item><title>Educação não é tudo&#8230; (?)</title><link>http://raul.blog.br/689/educacao-nao-e-tudo/</link> <comments>http://raul.blog.br/689/educacao-nao-e-tudo/#comments</comments> <pubDate>Mon, 04 Oct 2010 20:09:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Candidato Raul Christiano]]></category> <category><![CDATA[Candidato temático]]></category> <category><![CDATA[Deputado Federal da Educação]]></category> <category><![CDATA[Educação é tudo]]></category> <category><![CDATA[Raul candidato]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.raul.blog.br/?p=689</guid> <description><![CDATA[Poucos minutos antes do encerramento da votação, nas eleições deste ano, escrevi este texto para revelar as minhas primeiras impressões da campanha que ora encerrava. Os leitores sabem que concorri a uma vaga de deputado federal pelo PSDB, que fiz [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/Image/plenario vazio.jpg" border="2" alt="" width="220" height="220" align="left" />Poucos minutos antes do encerramento da votação, nas eleições deste ano, escrevi este texto para revelar as minhas primeiras impressões da campanha que ora encerrava. Os leitores sabem que concorri a uma vaga de deputado federal pelo PSDB, que fiz uma campanha como candidato temático da Educação e que consegui convencer apenas 31.468 eleitores. Porém, não vou culpar o tema pelo insucesso eleitoral, se bem que na hora do voto outros argumentos justificaram outras escolhas.</p><p><span
id="more-689"></span></p><p>Nas ruas, durante os últimos 60 dias, a grande maioria dos eleitores pareceu mais preocupada com a disputa para a presidência da República, indiferente com a composição do próximo Congresso Nacional, que é a trincheira do povo perante os rumos políticos do país. Jamais escondi a minha preocupação com a possibilidade de vitória do lulopetismo no primeiro turno, que significaria a prorrogação do atraso político que ninguém quer, mas que timidamente reage para impedir que aconteça.</p><p>Hoje pela manhã, minha filha enviou um SMS enquanto estava em aula, preocupada comigo e justificando que não havia ligado de São Paulo porque &#8220;não sabia o que falar&#8221; para o seu pai, numa hora difícil da derrota. Minimizei, tranquilizando-a, e acho que exagerei. Disse que não ficaria bem na foto no Congresso Nacional ao lado do Tiririca e de outros sem qualificação.</p><p>Entenda que concorri a mais essa eleição para deputado, justamente porque ainda acredito na chance de limpar o Parlamento, com os mesmos ideais democráticos que sempre nortearam a minha militância social, política e partidária. Queria me eleger, mas, do lado de fora do Congresso, espero que os deputados federais e senadores eleitos e reeleitos iniciem uma discussão dentro e fora do seu âmbito, sobre reformas política, partidária e eleitoral reclamadas há muitos anos pela sociedade e pelas próprias instituições.</p><p>O espaço reservado ao debate temático ainda é muito restrito e menosprezado no atual sistema político. Não só pelas limitações dos meios de comunicação, exceto a Internet que neste ano protagonizou um grande avanço, mas também pela estratégia dos partidos políticos que optaram investir em nomes do cenário artístico, cultural e esportivo, que se respaldam apenas nas celebridades e não nas ideias para o país.</p><p>É preciso focalizar a divisão do Estado em distritos, ampliando o caráter de mobilização de lideranças regionais e a importância da segmentação das suas propostas, que fortaleçam a representação e as potencialidades durante o próximo mandato. A Baixada Santista, por exemplo, alvo da expectativa econômica e social, por causa dos anúncios de descobertas de gás e petróleo na Bacia de Santos, não aprofundou a discussão sobre os investimentos necessários e qual a atenção destinada à formação técnica de jovens e trabalhadores atuais para as novas demandas dos cerca de 50 mil empregos a serem criados.</p><p>O tema da minha campanha &#8221;Educação é tudo&#8221; motivou que eu fosse convidado a raras palestras em escolas e universidades. Fiquei pasmo com o desinteresse regional, enquanto o tema fragmentado estava incluído genericamente por outros concorrentes ou não ao mesmo cargo, quando deveria ser tratado como uma urgência para o país e, pela sua importância, motivar o envolvimento das pessoas em função da sua conexão com o futuro.</p><p>A campanha deste ano não priorizou temas e optou pelo atalho dos elevados custos, que tornam a disputa mais desigual. Participei com a consciência de um semeador. Estou confiante de que um dia os resultados frutificarão, apesar de contrariado com a atual posição predominante na política, do jeito como ela valoriza as ideias, que Educação ainda não é tudo!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/689/educacao-nao-e-tudo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>105</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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