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><channel><title>Blog do Raul &#187; Notí­cias</title> <atom:link href="http://raul.blog.br/secao/noticias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://raul.blog.br</link> <description>Espaço Democrático de ideias e debates, com posição social-democrata.</description> <lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2012 04:27:29 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>&#8230; os 190 milhões de feridos !</title><link>http://raul.blog.br/1268/os-190-milhoes-de-feridos/</link> <comments>http://raul.blog.br/1268/os-190-milhoes-de-feridos/#comments</comments> <pubDate>Sat, 09 Apr 2011 15:28:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[190 milhões de feridos]]></category> <category><![CDATA[Bullying]]></category> <category><![CDATA[Realengo]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1268</guid> <description><![CDATA[O jornal “Folha de São Paulo” publicou entrevista de Thiago Costa Cruz, colega de escola do assassino da escola do bairro do Realengo no Rio de Janeiro, neste sábado (dia 9 de abril). Logo no início ele faz uma regressão [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1268/os-190-milhoes-de-feridos/tragedia-no-rj/" rel="attachment wp-att-1269"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/Tragédia-no-RJ-277x300.jpg" alt="" title="Tragédia no RJ" width="277" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-1269" /></a>O jornal “Folha de São Paulo” publicou entrevista de Thiago Costa Cruz, colega de escola do assassino da escola do bairro do Realengo no Rio de Janeiro, neste sábado (dia 9 de abril). Logo no início ele faz uma regressão no tempo em que conviviam na hora do recreio e pela vizinhança, sugerindo que Wellington Oliveira pode ter matado as crianças em represália pelo que aconteceu quando estudavam juntos: “Nós que devíamos ter morrido. Não era para ninguém ter pago por uma coisa que nós fizemos”,  afirmou. Se essa reflexão valer para todos os casos de bullying ocorridos em nossas vidas escolares, principalmente, quantos mais “deformados” na infância ou na adolescência guardam essa fúria?<br
/> <span
id="more-1268"></span><br
/> Essa interpretação leva àquela história, numa pequena cidade praiana em que quatro adolescentes atropelam e supostamente matam um caminhante. Temerosos das conseqüências desse ato involuntário, juntos decidem se livrar do corpo, atirando-o no mar. Mais tarde, quando se reencontram, uma das jovens protagonistas daquela ocorrência recebe um bilhete com os seguintes dizeres: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Daí por diante rolam situações de terror. Mas o cinema americano e a própria vida real tem muitas outras versões de personagens que estrelam tragédias com justificativas psicóticas, a exemplo do Rio de Janeiro.<br
/> <br
/> A imprensa vem tentando explicar com fatos novos e passados, as conseqüências, as razões e responsabilidades pela atitude de Wellington. A maioria delas mistura a formação do caráter do autor dos disparos de tiros, mortes e feridos, com o estado de violência que toma a comunidade global, diante das desigualdades sociais e econômicas, enganos e falhas educacionais, disputas por hegemonias de toda natureza. No entanto, o que sobressai dos seus títulos e imagens é a mesma dor, em qualquer parte do mundo, pelo sofrimento das perdas e do medo que ronda a nossa impotência de tentar entender melhor, reagir e exigir ações contundentes do Estado.<br
/> <br
/> Reforçar a segurança das escolas, das ruas, portas de eventos sociais etc é o mínimo que o Estado deve fazer para responder à necessidade e sensação de segurança que todos os cidadãos precisam ter. Mas quem vai penetrar nas razões insuperáveis por alguns indivíduos, advindas do seio familiar, comunidade da escola, ambiente de trabalho e lazer? A quem compete essa tarefa senão a urgência de se cuidar dos meios e modos de informação com objetivos claros de educar e mobilizar para a convivência pacífica e a solidariedade entre os seus comuns?<br
/> <br
/> Somos todos responsáveis. E nos últimos tempos vimos de maneira positiva os espaços destinados aos especialistas em educação para se evitar e agir em cada um dos casos de bullying, que se revelam atualmente. O passado, da infância, adolescência e juventude, retorcidas, no estágio atual desse mundo atormentado, só se resolve tratando com psicologia e psicanálise para a superação. As ocorrências de hoje em dia, da provocação direta a uma desconformidade ou comportamentos pessoais, ao cyberbullying, o Estado precisa responder com ações e políticas públicas que protejam integralmente os direitos das pessoas, desde o momento em que foram fecundadas.<br
/> <br
/> Nunca aceitarei uma tragédia como a do Realengo, e acho perfeitamente expressiva e correta a manchete do “Diário de Pernambuco”, 12 mortos e 190 milhões de feridos. Eu creio que os homens públicos devam saber o que fizeram na primavera, verão, outono e inverno, passados!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1268/os-190-milhoes-de-feridos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>11</slash:comments> </item> <item><title>Reformar a Política, ou não?</title><link>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/</link> <comments>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/#comments</comments> <pubDate>Thu, 31 Mar 2011 21:52:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category> <category><![CDATA[Ficha limpa]]></category> <category><![CDATA[Promessa]]></category> <category><![CDATA[Reforma Política]]></category> <category><![CDATA[Voto Popular]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1260</guid> <description><![CDATA[Os deputados federais e senadores parecem que definitivamente assumiram como tarefa prioritária a realização da Reforma Política, que pode redefinir os cenários eleitorais dos próximos anos. Essa pretensão é uma reivindicação antiga da classe política e da sociedade brasileira, que [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/reforma-politica-2/" rel="attachment wp-att-1262"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/03/Reforma-Política1.jpg" alt="" title="Reforma Política" width="280" height="210" class="alignleft size-full wp-image-1262" /></a>Os deputados federais e senadores parecem que definitivamente assumiram como tarefa prioritária a realização da Reforma Política, que pode redefinir os cenários eleitorais dos próximos anos. Essa pretensão é uma reivindicação antiga da classe política e da sociedade brasileira, que deseja um sistema político e eleitoral mais transparente, tanto nas suas regras básicas, quanto no respaldo partidário e financeiro das candidaturas em todos os níveis. Porém, pelo que tem saído nos meios de comunicação, o encaminhamento das propostas está restrito aos parlamentares, sem canais de participação dos eleitores, como se eles fossem importantes apenas na hora de votar e ponto final.<br
/> <span
id="more-1260"></span><br
/> Acontece que essa possibilidade de mudar o ordenamento jurídico, político, partidário e eleitoral, também pode morrer no Congresso Nacional. Os governos de José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva contavam com a maioria dos votos entre deputados e senadores, mas não conseguiram impor à maioria do Congresso uma Reforma Política que contemplasse os seus interesses políticos. É uma situação bem diferente da votação de uma reforma estrutural do país, como a Tributária, Trabalhista, Previdenciária ou Administrativa. Tanto quanto da aprovação de uma nova lei instituindo impostos ou definindo orçamentos públicos e o salário mínimo.<br
/> <br
/> A Reforma Política, para mudar efetivamente, mexerá em “conquistas” pessoais dos parlamentares e interferirá na sobrevida dos seus mandatos e interesses. Nesse caso específico, como vem demonstrando a história, não basta a vontade política do governo, sem articular e construir consensos sobre as ideias que se pretendem modificar. Por isso, agora, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, o comportamento não será diferente. De nada adiantam projetos isolados serem aprovados nas comissões permanentes do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados. O plenário de ambas as casas do Poder Legislativo é soberano na hora de decidir.<br
/> <br
/> Além disso, se não bastassem os remendos constitucionais aprovados pelos parlamentares, o Poder Judiciário, através do Supremo Tribunal Federal – STF ou do Tribunal Superior Eleitoral &#8211; TSE, ainda encontram interpretações divergentes do que se aprovam, e as últimas eleições já foram realizadas sem regras claras ou sem tempo para ser absorvida pelos costumes dos cidadãos eleitores, que apenas cumprem com o seu dever no dia da eleição. O mundo jurídico e os entendidos em direito no Brasil costumam afirmar que o país revela muita vulnerabilidade nas regras eleitorais, deixando sobressair ainda a sensação de uma profunda insegurança jurídica que faz mal às instituições por causa do descrédito de todos os atores envolvidos na política, enquanto ação ou passaporte para as mudanças possíveis num regime democrático.<br
/> <br
/> O exemplo mais recente do descrédito, que gerou um profundo desânimo nacional, foi a reincidência de golpes desferidos contra uma iniciativa legislativa da população, quando elaborou e protocolou no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Ficha Limpa. A decisão recente do STF, adiando para as eleições de 2012, a validade da exigência de Ficha Limpa para todos os candidatos, com todos os argumentos jurídicos bem fundamentados, frustrou a todos. A pouco mais de um ano para a disputa das prefeituras brasileiras, a classe política precisará se esforçar muito para fazer com que o cidadão tome outra atitude voluntária de propor caminhos.<br
/> <br
/> Nos últimos dias o Senado aprovou isoladamente o fim das reeleições para presidentes, governadores e prefeitos, com futuros mandatos de cinco anos. No início desta semana, aprovou também o voto em listas fechadas de candidatos a deputados e vereadores, querendo impedir que o eleitor vote nos candidatos e que o voto seja destinado aos partidos responsáveis pela elaboração das listas de candidatos da preferência deles próprios. A sociedade não deu a mínima opinião sobre esse assunto, porque o Congresso não criou canais de participação e muito menos está realizando campanhas cívicas de esclarecimento das propostas em discussão a quatro paredes.<br
/> <br
/> Isso não vai chegar a um ponto de convergência e a Reforma Política pode ser considerada, uma vez mais, um factóide do Parlamento brasileiro, uma atitude para justificar que estão trabalhando ou aparentemente tentando responder aos anseios de mudança da sociedade. O leitor desavisado pode achar que estou aqui apenas atirando pedras na vidraça daqueles que conseguiram legitimamente os seus mandatos; mas acrescento que se fosse ouvido e lido por eles, do Congresso Nacional, pautaria desde logo questões como a cláusula de barreira para os partidos, fidelidade partidária, fim da coligação nas eleições proporcionais, financiamento público exclusivo das campanhas, voto distrital, fim do voto obrigatório e permissão de apenas uma reeleição para todos os cargos eletivos.<br
/> <br
/> Que tal pensar a respeito desse assunto, propondo as suas ideias, pressionando sem esmorecimento aqueles que há seis meses conquistaram o seu voto na base da promessa e do sorriso?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1260/reformar-a-politica-ou-nao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>Não quero que você morra!</title><link>http://raul.blog.br/1188/nao-quero-que-voce-morra/</link> <comments>http://raul.blog.br/1188/nao-quero-que-voce-morra/#comments</comments> <pubDate>Fri, 25 Feb 2011 03:56:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Bolsa Família]]></category> <category><![CDATA[fala infeliz. morar mal]]></category> <category><![CDATA[morra]]></category> <category><![CDATA[Morra minha filha]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1188</guid> <description><![CDATA[O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, perdeu o controle durante uma visita a área onde o desabamento de um barranco matou uma mulher e duas crianças, na Comunidade Santa Marta no seu município. No local da tragédia, quando uma moradora [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1188/nao-quero-que-voce-morra/povo-feliz/" rel="attachment wp-att-1189"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/02/Povo-feliz-300x271.jpg" alt="" title="Povo feliz" width="300" height="271" class="alignright size-medium wp-image-1189" /></a>O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, perdeu o controle durante uma visita a área onde o desabamento de um barranco matou uma mulher e duas crianças, na Comunidade Santa Marta no seu município. No local da tragédia, quando uma moradora disse ao prefeito que continuaria morando no local, por falta de condições de pagar aluguel em outro lugar, Amazonino perdeu o controle e disparou: __ <em>se vai continuar aqui, então morra minha filha, morra!</em><br
/> <span
id="more-1188"></span><br
/> Uma emissora de TV gravou a visita e a fala do prefeito, espalhando a notícia, com as imagens e a sua fala infeliz em todo o mundo, graças à internet que hoje tem um poder de comunicação quase incontrolável. Esse acontecimento mostra um lado do governante, que embora sofra todo o tipo de pressão para realizar as suas promessas de campanha e atender prontamente ao que é preciso fazer, não pode perder o controle e, por conseqüência, a calma, o equilíbrio.<br
/> <br
/> O passivo do desgoverno é imenso e ainda há muito a fazer em termos de obras de infraestrutura e atendimento às necessidades básicas da população. As últimas intempéries vêm alertando o Brasil para as populações carentes que, embora atendidas por programas de compensação financeira – Bolsa Família, por exemplo, ainda necessitam de uma atenção maior e custosa para os cofres públicos: a urbanização e a construção de casas e apartamentos em áreas seguras e dignas, compatíveis com o subsídio público e a renda das pessoas.<br
/> <br
/> Ninguém mora mal pela própria escolha. Na realidade, as dificuldades sócio-econômicas expulsaram muitas famílias de bairros organizados para as ocupações de áreas irregulares, por causa da preservação dos mananciais e do risco que oferecem à própria vida. Se não houver uma decisão política, no sentido de planejar as soluções, com um cronograma de ações para atender paulatinamente às famílias carentes, com toda certeza testemunharemos mortes em todos os lugares do Brasil.<br
/> <br
/> As chuvas estão presentes e as previsões indicam que serão ainda mais fortes no mês de março. O administrador público precisa se antecipar, criar alternativas e apoiar àquelas iniciativas que já se apresentam como solucionadoras de médio prazo. Por isso é que faço sempre questão de citar o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, que está em plena execução em Cubatão, realocando famílias dos bairros Cota e da Água Fria para novas moradias no município e na região da Baixada Santista.<br
/> <br
/> Em hipótese nenhuma o governante deve agir por impulso pessoal, além da disposição de fazer, realizar. Governar prevê pessoas sensíveis, preparadas e decididas; capazes de responder às necessidades expostas de maneira que os potenciais beneficiários se sintam seguros, com as informações sobre a sua própria integridade física, e conscientes de que o poder público não pode tudo, mas deve fazer o máximo que lhe cabe pela lei e pela compreensão da vida em comunidade.<br
/> <br
/> Felizmente, em Cubatão, a união de esforços dos governantes reforça a minha impressão de que ninguém quer ver povo morrendo! Nem por um jogo de palavras ou violenta emoção ousaria sugerir a morte de um cidadão, sem me auto-responsabilizar pela ausência de senso público ou em razão de uma imperdoável omissão!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1188/nao-quero-que-voce-morra/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>Cubatão prevenida nas chuvas!</title><link>http://raul.blog.br/1097/cubatao-prevenida-nas-chuvas/</link> <comments>http://raul.blog.br/1097/cubatao-prevenida-nas-chuvas/#comments</comments> <pubDate>Thu, 13 Jan 2011 19:57:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Geraldo Alckmin]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Chuvas]]></category> <category><![CDATA[Cubatão]]></category> <category><![CDATA[Prevenção]]></category> <category><![CDATA[Recuperação Socioambiental]]></category> <category><![CDATA[Serra do Mar]]></category> <category><![CDATA[Tragédias]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1097</guid> <description><![CDATA[Não é possível fazer obra em 24 horas, como bem disse nesta semana o governador Geraldo Alckmin, para explicar a necessidade de se planejar e executar com antecedência as medidas técnicas de engenharia que ajudem a evitar o transbordamento do [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1097/cubatao-prevenida-nas-chuvas/grotao-cotas-de-cubatao/" rel="attachment wp-att-1098"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/Grotão-Cotas-de-Cubatão-300x200.jpg" alt="" title="Grotão Cotas de Cubatão" width="300" height="200" class="alignright size-medium wp-image-1098" /></a>Não é possível fazer obra em 24 horas, como bem disse nesta semana o governador Geraldo Alckmin, para explicar a necessidade de se planejar e executar com antecedência as medidas técnicas de engenharia que ajudem a evitar o transbordamento do Rio Tietê na Capital. O quê isso tem a ver com Cubatão? A mesma coisa que o monitoramento permanente das condições em que ainda vivem os moradores dos bairros Cotas nas encostas da Serra do Mar, com a continuidade das obras de novas moradias em áreas seguras para realocar famílias sem sossego no período das grandes chuvas de janeiro, fevereiro e março.<br
/> <span
id="more-1097"></span><br
/> O tema relacionado à transferência da comunidade cubatense que vive nos bairros Cotas, desde a década de 1940, e às margens do rio Cubatão, com as primeiras casas no início dos anos 1980, é polêmico e muito politizado. Quando vemos as imagens do Rio de Janeiro e dos municípios da Grande São Paulo, nos últimos dias, é impossível não comparar com a realidade local e com os fatos que testemunhamos ao longo de décadas, sem uma solução definitiva como se apresenta hoje o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, do Governo do Estado.<br
/> <br
/> Muitas vidas foram perdidas aqui, mas felizmente longe dos números da tragédia do Rio de Janeiro que até ontem no final da tarde havia matado cerca de 400 pessoas. Os governantes são responsáveis pelos fatos decorrentes da negligência em impedir as ocupações urbanas desordenadas e em evidente estado de risco de morte. E, numa hora dessas, não faltam parcerias de todas as esferas governamentais para liberações de recursos emergenciais, para resgates, primeiros socorros, remoção e reposição de bens familiares, construção de alojamentos temporários etc.<br
/> <br
/> Assim acontecem as obras executadas em 24 horas, que se identificam mais com o enxugamento de gelo, pela conseqüência imediata e pelo derretimento da sua importância. Por isso cabe refletir sobre a valorização dos governantes que se preocupam e agem para garantir às pessoas casas e apartamentos dignos, e em lugares urbanizados, saneados, seguros. Ninguém é culpado por uma família morar mal, enquanto não se sabe as razões que a levaram a essa condição. Mas todos somos responsáveis, quando aceitamos passivamente a falta de capacidade de um governo para realizar ações preventivas e para oferecer alternativas concretas pela melhoria da qualidade de vida da população.<br
/> <br
/> Ainda há um longo caminho até o final de 2012, quando estão previstas as transferências e realocações de moradores das áreas habitadas em pontos de alto risco. Nunca antes na história de Cubatão, por exemplo, houve um investimento tão certeiro e eficiente, como o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar. Se perduram dúvidas entre as pessoas envolvidas, antes de continuar resistindo à execução do programa, é fundamental buscar novos canais de diálogo com os responsáveis.<br
/> <br
/> Por fim, se ainda quisermos comparar a situação de Cubatão nessa temporada de grandes chuvas e tragédias nacionais, os baixos índices de ocorrências de desmoronamentos e de vítimas cubatenses precisam ser considerados, porque o município caminha exemplarmente na prevenção e na capacidade de ter soluções por uma vida cada vez melhor.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1097/cubatao-prevenida-nas-chuvas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>O Rio é aqui !</title><link>http://raul.blog.br/1052/o-rio-e-aqui/</link> <comments>http://raul.blog.br/1052/o-rio-e-aqui/#comments</comments> <pubDate>Sun, 28 Nov 2010 23:17:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Insegurança Pública]]></category> <category><![CDATA[Megaoperação Policial]]></category> <category><![CDATA[Rio é aqui]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1052</guid> <description><![CDATA[O Brasil e o Mundo acompanham os movimentos da onda de violência no Rio de Janeiro. As primeiras cenas foram marcadas desde domingo passado por ataques e incêndios contra cidadãos comuns em seus lugares de trabalho, veículos pessoais e coletivos. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1052/o-rio-e-aqui/megaoperacao-policial-no-rj/" rel="attachment wp-att-1053"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/Megaoperação-policial-no-RJ-300x191.jpg" alt="" title="Megaoperação policial no RJ" width="300" height="191" class="alignleft size-medium wp-image-1053" /></a>O Brasil e o Mundo acompanham os movimentos da onda de violência no Rio de Janeiro. As primeiras cenas foram marcadas desde domingo passado por ataques e incêndios contra cidadãos comuns em seus lugares de trabalho, veículos pessoais e coletivos. Ao longo da semana, todas as mídias exibiram essas cenas e os principais especialistas em segurança pública compartilharam informações estratégicas da megaoperação policial e das forças armadas no complexo de favelas do Alemão na Capital carioca.<br
/> <span
id="more-1052"></span><br
/> Na campanha eleitoral recente, o tema segurança pública não mereceu o debate que se exigia dos candidatos a presidência da República, embora estivesse sempre entre as maiores preocupações da população. No segundo turno, houve momentos em que a proposta de José Serra para a criação de um ministério específico para cuidar dos assuntos de segurança nacional foi ironizada e a atual política de segurança do Rio de Janeiro trazida à opinião pública como exemplar para todo o país.<br
/> <br
/> O momento exige uma reflexão sobre a situação da segurança em todos os Estados e em especial das condições atuais da vigilância das fronteiras do país, que não consegue impedir a entrada de drogas, armamento pesado e outros bens de consumo em contrabando. A unidade das polícias, que se observa hoje no Rio de Janeiro, deve servir de exemplo, pela somatória de conhecimento e recursos empregados na operação, bem como da eficiência com que as ações estão acontecendo sem afetar a integridade física da comunidade.<br
/> <br
/> É lógico que estamos vivendo e assistindo a esse momento com perplexidade. Mas, de saber que essas atitudes não são isoladas em nossas vidas, urge questionar sobre o que fazer fora do Rio de Janeiro para a prevenção e a preservação da sensação de segurança para todos os cidadãos. Em São Paulo, por exemplo, faz quatro anos, testemunhamos espetáculo parecido diante de ações protagonizadas pelo crime organizado, mas naquela ocasião, no início da campanha eleitoral que reelegeu Lula presidente da República, o assunto insegurança pública foi partidarizado e até hoje é tratado como se fosse um fracasso da polícia paulista.<br
/> <br
/> Desde então tivemos mudanças importantes na política de Segurança Pública de São Paulo e o governo federal não se posicionou para intensificar a descentralização dos recursos e de políticas que deveriam estar previstas para tranqüilizar o Brasil. São Paulo de ontem e o Rio de agora pontuam ações estratégicas isoladas, aparentemente descontinuadas, que não garantem impedimento à involução dos fatos que estão nos aterrorizando.<br
/> <br
/> Além disso, quando enfatizamos como um mantra, que <strong>Educação é tudo</strong>, o país precisa tratar desse tema global não apenas como uma prioridade nos discursos de campanhas eleitorais. A pobreza e a falta de educação configuram numa violência do Estado contra a população e podem abastecer a criminalidade. A Educação é uma urgência e, com esse tratamento prioritário de fato, não tenho dúvida que as demandas com a segurança pública reduzirão com um país menos desigual e em paz.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1052/o-rio-e-aqui/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Bullying também na política!</title><link>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/</link> <comments>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/#comments</comments> <pubDate>Sun, 21 Nov 2010 20:13:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Bullying na política]]></category> <category><![CDATA[Bullying Político]]></category> <category><![CDATA[Internet]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1043</guid> <description><![CDATA[Não me cheira bem essa onda de intolerância, racismo, preconceito, conflitos de interesses regionais, censura &#8211; à imprensa, livros paradidáticos e Internet, patrulhamento religioso e ideológico, desde a última campanha eleitoral de 2010. Cientistas sociais já indicavam, durante a provocação [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/bullying-na-politica-2/" rel="attachment wp-att-1047"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/bullying-na-politica1-300x280.jpg" alt="" title="bullying na politica" width="300" height="280" class="alignright size-medium wp-image-1047" /></a>Não me cheira bem essa onda de intolerância, racismo, preconceito, conflitos de interesses regionais, censura &#8211; à imprensa, livros paradidáticos e Internet, patrulhamento religioso e ideológico, desde a última campanha eleitoral de 2010. Cientistas sociais já indicavam, durante a provocação desses temas com o superficial debate sobre a legalização do aborto e o <em>apartheid</em> social no país, que a sociedade brasileira não estava preparada para discernir sobre esses valores devido à dependência social e às deficiências do nosso sistema educacional. Partidos e seus marqueteiros deram de ombros e mandaram seguir a linha sem um alerta mais duro contra a enxurrada de mensagens inventadas e/ou superdimensionadas nos meios virtuais na Internet.<br
/> <span
id="more-1043"></span><br
/> O uso das ferramentas da Internet nas campanhas eleitorais serviu para disseminar com uma força avassaladora as velhas táticas de guerrilha política dos boatos e maledicências. Por esse caminho, as &#8220;vítimas&#8221;, candidatos ou partidários de candidatos, ficaram sujeitas à depreciação de imagem, ética, moral e das suas próprias histórias de vida. Não faltaram perfis, blogs, fakes, em todas as redes sociais, a espalhar boatos, documentos, vídeos e fotos manipulados, colocando adversários políticos em situações muito constrangedoras.<br
/> <br
/> Esse baixo nível das campanhas saiu dos ambientes privados, em casa, nas <em>lan</em> <em>houses</em>, <em>notebooks</em> e <em>smartphones</em>, para as ruas e para o clima comportamental do país, sendo alvo dos mais variados e descontrolados comentários e reações. Isso não deixa de configurar uma espécie de <em>bullying</em> na vida de todos aqueles que se enveredam em participar do debate sobre os rumos para o futuro do Brasil. Sem o privilégio de uma perseguição em maior ou menor escala dos que defendem os pensamentos à esquerda ou à direita, se assim quiserem situar as trincheiras, é necessário que os líderes políticos nacionais reprogramem as suas estratégias com foco maior na discussão de políticas públicas e alternativas a essa confusão quase que mental.<br
/> <br
/> Longe de levantar a bandeira da censura aos meios de comunicação, como sugerem alguns incomodados com a democracia, acho oportuno pautar o momento do enfrentamento de questões voltadas à Educação para uma convergênia cidadã e para a compreensão das inúmeras diferenças, exemplificando o contexto histórico de cada manifestação. E a Justiça diante de todos esses feitos e fatos, é mesmo cega e burra? Alguma coisa acontece neste país e devemos aprender a conviver mais com os novos tempos que já foram inaugurados há mais de uma década. Estancar a abordagem séria dos temas distorcidos pela falta de Educação melhor para todos pode legar o país ao reles papel de uma Nação na vanguarda do atraso.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1043/bullying-tambem-na-politica/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Universidades que se desmancham&#8230;</title><link>http://raul.blog.br/1024/universidades-que-se-desmancham/</link> <comments>http://raul.blog.br/1024/universidades-que-se-desmancham/#comments</comments> <pubDate>Thu, 18 Nov 2010 05:19:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[FHC]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[PSDB]]></category> <category><![CDATA[PT]]></category> <category><![CDATA[Santos]]></category> <category><![CDATA[Meia-Boca]]></category> <category><![CDATA[Unifesp]]></category> <category><![CDATA[Universidade Pública]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=1024</guid> <description><![CDATA[O movimento grevista de estudantes e professores da Unifesp &#8211; Universidade Federal de São Paulo, nos campi de Santos e Guarulhos, começa a desnudar a propaganda enganosa do atual governo federal do PT, sobre o seu compromisso com o ensino [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/1024/universidades-que-se-desmancham/greve-unifesp-3/" rel="attachment wp-att-1029"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/Greve-Unifesp2-300x205.jpg" alt="" title="Greve Unifesp" width="300" height="205" class="alignright size-medium wp-image-1029" /></a>O movimento grevista de estudantes e professores da <strong>Unifesp</strong> &#8211; Universidade Federal de São Paulo, nos campi de Santos e Guarulhos, começa a desnudar a propaganda enganosa do atual governo federal do PT, sobre o seu compromisso com o ensino superior público e gratuito. Na última campanha eleitoral, o presidente Lula e a sua então candidata Dilma Rousseff desafiavam os seus opositores em relação aos números de universidades federais criadas. Nessa estatística alardeavam que foram 13 novas instituições, mas nunca se encorajaram em abrir as suas portas e revelar as condições em que as mesmas foram instaladas. Milhares de desavisados &#8220;compraram&#8221; e ajudaram a defender um modelo de instituição de ensino meia-boca, que irá comprometer a qualidade da formação profissional devido à oferta de aprendizado de baixa qualidade.<br
/> <span
id="more-1024"></span><br
/> Os alunos reclamam de estudar em prédios improvisados e provisórios. Essa realidade vem sendo percebida nos últimos cinco anos, quando a Unifesp começou a se expandir. Em Santos, por exemplo, os estudantes do curso de educação física não tem quadra nem piscina para aulas práticas; enquanto os do curso de fisioterapia tem aulas práticas dadas por <em>slides</em>, também ressentindo a falta de piscina e clínica. No campus de Guarulhos, falta sistema de transporte, a atual biblioteca está instalada em espaço físico pequeno e as obras de prédio próprio, prometidas para concluir em 2007, ainda nem começaram.<br
/> <br
/> Esse quadro caótico na Unifesp se repete em maior e menor escala em praticamente todas as 13 novas universidades federais que o governo Lula afirma ter criado. Nunca antes na propaganda lulopetista o governo federal esclareceu que, dessas 13 universidades, 9 são resultado de fusão, desmembramento ou ampliação de instituições ferais de ensino superior existentes. Os números mostram que as unidades implantadas no governo Lula criaram vagas mal planejadas, que não atendem à demanda real de cursos nas regiões em que foram instaladas.<br
/> <br
/> O movimento grevista de agora está proporcionando o conhecimento da realidade. Não basta assinar leis e decretos ou construir prédios, para justificar o compromisso com o ensino superior, a criação de universidades ou a ampliação do número de vagas nas instituições existentes. A implantação de uma universidade requer planejamento, alocação de recursos e de todas as condições de infraestrutura necessárias. Do contrário, a exemplo da Universidade Federal do ABC, vítima da mesma precariedade que se expõe hoje na Unifesp, os jovens estudantes desistirão de prosseguir em seus cursos (entre 2006 e 2009, cerca de 42% dos alunos desistiram).<br
/> <br
/> O número de matrículas nos cursos de graduação nas universidades federais cresceu no governo do PSDB a uma taxa anual duas vezes maior do que no do PT.  Houve mais matrículas novas nas federais apenas nos quatro anos do segundo mandato de FHC do que em 6 anos de governo Lula: 158 mil novas matriculas entre 1998 e 2003, contra 76 mil entre 2003 e 2008. Nos cursos noturnos – que interessam aos mais pobres que precisam trabalhar e estudar – a matrícula cresceu 100% no Governo FHC e apenas 15% nos seis primeiros anos do Governo Lula.<br
/> <br
/> O que cresceu no governo Lula foram vagas mal planejadas e ociosas e a evasão escolar – além de gastos e contratações de pessoal. Entre 2003 e 2008, diminuiu em termos absolutos o número de formandos nas federais: foram 84.036 em 2008, contra 84.341 em 2003. Em número de formandos, é enorme o contraste com o governo FHC. Entre 1998 e 2003 – ou seja, considerando-se apenas o segundo mandato de FHC – houve aumento de 40% de formandos nas federais.<br
/> <br
/> A universidade pública é responsável por mais de 90% da produção científica e tecnológica brasileira. Os indicadores governamentais reconhecem essas instituições de ensino superior como as melhores no país. A expansão do ensino superior público no Brasil deve continuar e oferecer formação e qualificação de qualidade. Sem educação adequada não será possível o desenvolvimento do país. Esse tema deve ser tratado como uma urgência. Em São Paulo e Minas Gerais há uma linha de ação que contempla todas as etapas do conhecimento e formação das novas gerações. Infelizmente, no país, com essas raras exceções, a Educação ainda não está bem encaminhada.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/1024/universidades-que-se-desmancham/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>16</slash:comments> </item> <item><title>ENEM, um ensaio para onde ?</title><link>http://raul.blog.br/983/enem-um-ensaio-para-onde/</link> <comments>http://raul.blog.br/983/enem-um-ensaio-para-onde/#comments</comments> <pubDate>Tue, 09 Nov 2010 14:51:02 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[FHC]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[ENEM do PT]]></category> <category><![CDATA[ENEM2010]]></category><guid
isPermaLink="false">http://raul.blog.br/?p=983</guid> <description><![CDATA[O Governo Lula comete muitos pecados no quesito gestão administrativa e, pelo segundo ano consecutivo, promove trapalhadas na condução das provas do ENEM &#8211; Exame Nacional do Ensino Médio, colocando em risco a sua sobrevivência. Ao invés de promover as [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://raul.blog.br/983/enem-um-ensaio-para-onde/enem-2010/" rel="attachment wp-att-984"><img
src="http://raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/enem-2010.jpg" alt="" title="enem-2010" width="267" height="231" class="alignright size-full wp-image-984" /></a>O Governo Lula comete muitos pecados no quesito gestão administrativa e, pelo segundo ano consecutivo, promove trapalhadas na condução das provas do ENEM &#8211; Exame Nacional do Ensino Médio, colocando em risco a sua sobrevivência. Ao invés de promover as mudanças de maneira gradativa, o Ministério da Educação &#8211; MEC resolveu alterar o formato do exame de avaliação, atribuindo-lhes finalidades que estão gerando descontrole e tumultos, porque não há uma coordenação afinada entre a aplicação e o envolvimento do número de participantes. Além dos problemas operacionais, expostos em todas as mídias, o problema se apresenta na necessidade de se ter questões muito específicas, o que aumenta a tensão na elaboração das provas e no seu sigilo.<br
/> <span
id="more-983"></span><br
/> O MEC, de sopetão, quer transformar o exame em vestibular nacional, uma tarefa praticamente impossível se não forem adotadas medidas garantidoras do seu sucesso. A ideia é muito boa, mas numa primeira etapa é preciso considerar o ENEM uma espécie de primeira fase para todos os vestibulares do Brasil, como ocorre nos Estados Unidos, e realizado mais de uma vez ao ano. O presidente Lula não aceita o contraditório, &#8220;ignora&#8221; as falhas sérias e brada que o &#8220;sucesso do ENEM foi total e absoluto&#8221;.<br
/> <br
/> Enquanto o ministro Fernando Haddad (Educação) procura encontrar uma saída e realizar novas provas exclusivamente para os estudantes que tiveram o cabeçalho dos cartões de resposta invertido e parte das provas do caderno amarelo com questões duplicadas ou inexistentes, Lula quer partidarizar a compreensão dos problemas. Para o presidente da República, &#8220;tem muita gente que quer que (os erros) afetem (o exame). Tem gente que não se conforma com o ENEM, mas, de qualquer forma, ele provou que é extraordinariamente bem sucedido</em>&#8220;. Ora, Lula, ninguém está se posicionando contra o ENEM, mas questionando as suas mudanças radicais e, até onde eu me recordo, os únicos que sempre torceram contra a existência do ENEM foram os seus companheiros do PT.<br
/> <br
/> O objetivo inicial do ENEM sempre foi a avaliação do perfil dos estudantes do ensino médio, para saber o resultado das suas habilidades e competências, e apontar caminhos, induzir reflexões e orientar o sistema de ensino como um todo. Professores e especialistas educacionais teriam à sua disposição, relatórios sobre o desempenho de seus alunos em cada prova e em cada competência. Naquela ocasião, faculdades e universidades do país já vislumbravam a expectativa de conquistar os melhores estudantes para as suas classes, considerando a nota do exame como um fator importante na pontuação dos seus vestibulares de acesso.<br
/> <br
/> Recordo da logística nas primeiras edições da prova, sob a coordenação do ministro Paulo Renato Souza (Educação/FHC) e da ex-presidente do INEP &#8211; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Maria Helena Guimarães de Castro. A participação de inscritos era menor em relação aos números atuais (cerca de 3 milhões de estudantes fizeram o exame este ano) e as metas eram bem diferentes, focadas na melhoria da qualidade da educação brasileira. Hoje evidencia que o MEC não está preparado para as mudanças e acaba se perdendo nas obrigações da sua própria estrutura, embora difundam que a terceirização dos serviços de impressão e distribuições sejam mais comprometidos com as falhas reincidentes.<br
/> <br
/> Aos poucos o ENEM se tornou objeto valioso, menos para a compreensão das medidas que pudessem melhorar a qualidade do ensino médio, e mais para a divulgação de rankings das melhores escolas no Brasil, assim como da seleção dos alunos mais preparados para a universidade. Em 2009, o governo Lula testou o ENEM pela primeira vez como processo seletivo para as universidades públicas, mas falhou com o vazamento das provas e o tempo ficou exíguo para que as instituições de ensino superior priorizassem a matrícula dos egressos da prova.<br
/> <br
/> No início deste ano, tivemos o vazamento dos dados cadastrais de milhares de inscritos para o ENEM, vulnerabilizando informações privadas inclusive dos seus familiares, por coincidência durante ano de campanhas eleitorais. Esse primeiro sintoma, de &#8220;tragédia&#8221; anunciada, já comprometeu o slogan utilizado no material de divulgação do ENEM 2010, que assinalava <em>&#8220;um ensaio para a vida&#8221;</em> e que agora parece mais um mergulho no pântano da incompetência e frustração. Volto a lembrar a fala da presidente eleita Dilma Rousseff, com uma correção: <strong>a Educação no Brasil não está bem encaminhada</strong>.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/983/enem-um-ensaio-para-onde/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>&#8216;Fichas-sujas&#8217; com a barra limpa!</title><link>http://raul.blog.br/702/fichas-sujas-com-a-barra-limpa/</link> <comments>http://raul.blog.br/702/fichas-sujas-com-a-barra-limpa/#comments</comments> <pubDate>Wed, 06 Oct 2010 18:13:12 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Corrupção]]></category> <category><![CDATA[Educação]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[corrupção]]></category> <category><![CDATA[Ficha limpa]]></category> <category><![CDATA[Ficha suja]]></category> <category><![CDATA[Raul Christiano]]></category> <category><![CDATA[Raul ficha-limpa]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.raul.blog.br/?p=702</guid> <description><![CDATA[Assuntos como &#8220;fichas-limpas&#8221; e &#8220;combate à corrupção&#8221; foram tratados durante o processo eleitoral deste ano como obrigações e não como virtudes para todos os candidatos. Acontece que ao invés desses valores serem proclamados como os mais importantes, juntamente com os [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/Image/Nota em A Tribuna.JPG" border="2" alt="" width="230" height="307" align="right" />Assuntos como &#8220;fichas-limpas&#8221; e &#8220;combate à corrupção&#8221; foram tratados durante o processo eleitoral deste ano como obrigações e não como virtudes para todos os candidatos. Acontece que ao invés desses valores serem proclamados como os mais importantes, juntamente com os conteúdos programáticos das campanhas políticas, a sociedade acabou por considerá-los secundários e no dia da eleição 208 políticos estavam com a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, mas mesmo assim receberam pelo menos 8,7 milhões de votos em todo o país.</p><p><span
id="more-702"></span></p><p>Não vou perder mais tempo com a análise da transformação do horário eleitoral no rádio e TV em programas humorísticos. Ontem à noite, por exemplo, zapeando os canais de TV encontrei o programa da Luciana Gimenez na Rede TV apresentando o espetáculo horroroso das pessoas que foram usadas por alguns partidos para servirem de isca-eleitoral. Nunca antes na história deste país creio que pudemos ver tanto baixo nível em relação à visão de determinados cidadãos da política e dos políticos.</p><p>A culpa desse desvio recai sobre Lula, o presidente da República mais popular que o Brasil já teve, que banalizou os desvios de conduta, interpretando como uma mera reedição de comportamentos que ele aceita porque &#8220;sempre foram comuns na vida política do país&#8221;. Se na ocasião da descoberta dos esquemas do mensalão pago durante o seu governo ele ousasse repreender e punir com firmeza os responsáveis, tanto do Executivo quanto do Legislativo, a sociedade sem dúvida daria mais valor à ética e à moral quando diz respeito à coisa pública.</p><p>Essa inversão de valores é preocupante. Se o homem público é obrigado a primar por uma conduta exemplar e as pessoas vêem isso como uma obrigação que ele não respeita, o quê podemos esperar das instituições que em tese deveriam garantir a lisura para continuar merecendo o respeito de todos?</p><p>A matéria do jornal &#8216;Folha de São Paulo&#8217; (5 de outubro de 2010), com o título &#8220;8,7 milhões de votos em &#8216;Fichas-sujas&#8217;&#8221;, infelizmente não me surpreende, mas nem por isso fico convencido de que ainda estamos muito longe de ter mais segurança com a interpretação justa e o cumprimento de todas as leis. Enquanto houver uma dúvida sobre a validade das obrigações, não será uma andorinha só que fará o verão para todos nós!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/702/fichas-sujas-com-a-barra-limpa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>A parte do PT das Farc !</title><link>http://raul.blog.br/651/a-parte-do-pt-das-farc/</link> <comments>http://raul.blog.br/651/a-parte-do-pt-das-farc/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 03:40:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Raul Christiano</dc:creator> <category><![CDATA[Blog]]></category> <category><![CDATA[Democracia]]></category> <category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category> <category><![CDATA[Eleições]]></category> <category><![CDATA[Governos]]></category> <category><![CDATA[José Serra]]></category> <category><![CDATA[Lula]]></category> <category><![CDATA[Notí­cias]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[PT]]></category> <category><![CDATA[Carta ao Povo Brasileiro]]></category> <category><![CDATA[Discurso nostálgico]]></category> <category><![CDATA[Ideologizada]]></category> <category><![CDATA[Índio da Costa]]></category> <category><![CDATA[Ligações do PT com as Farc]]></category> <category><![CDATA[Militância de esquerda]]></category> <category><![CDATA[PT das Farc]]></category> <category><![CDATA[PT Farc]]></category> <category><![CDATA[Totalitarismo]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.raul.blog.br/651/a-parte-do-pt-das-farc/</guid> <description><![CDATA[Quem já militou nos movimentos de esquerda, para resgatar o regime democrático para o Brasil, pode refletir de outras maneiras as acusações reincidentes sobre as ligações do PT com as Farc &#8211; Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Enquanto é notória a tentativa de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.raul.blog.br/wp-content/uploads/2010/Image/democracia.jpg" border="2" alt="" width="280" height="280" align="right" />Quem já militou nos movimentos de esquerda, para resgatar o regime democrático para o Brasil, pode refletir de outras maneiras as acusações reincidentes sobre as ligações do PT com as Farc &#8211; Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Enquanto é notória a tentativa de relacionar essa história com a biografia da candidata petista Dilma Rousseff, por causa da sua militância como guerrilheira e a luta armada nos anos 60, estou preocupado com o espírito anti-democrático de parcelas dirigentes do PT e com o narco-terrorismo das Farc. A influência desses petistas na hipótese de um governo de Dilma fomenta o temor de todos quantos defendem como eu a democracia, com eleições livres e limpas, sem espaço para totalitarismos.</p><p><span
id="more-651"></span></p><p>O atual governo federal do PT conduz a política externa de maneira ideologizada, sendo bastante leniente com governantes que tendem eliminar as distinções entre o Estado e a sociedade, insistindo em politizar todas as relações sociais. Os petistas que comandam essa linha querem mobilizar a militância partidária com um discurso de esquerda nostálgico, mas atrasado faz muitos anos, para tentar compor um verdadeiro espírito de guerrilha eleitoral, que está mais para o banditismo político, do que para a civilidade política experimentada na democracia.</p><p>Não acho que o candidato a vice-presidente de José Serra, deputado Índio da Costa, esteja exagerando ao pautar a ideologização da campanha atual. Também discordo que essa denúncia requentada de Índio seja responsável pelo rebaixamento do nível da campanha, enquanto as ideias e propostas são impedidas de chegar ao conhecimento geral do povo brasileiro, porque o horário eleitoral nas emissoras de rádio e TV começarão apenas na segunda quinzena de agosto e a candidata do PT esteja fugindo dos debates como o vampiro foge da claridade.</p><p>O PT reacionário a Lula repete neste momento a história do lobo em pele de cordeiro. O PT sempre se posicionou contra a atual Constituição Brasileira Cidadã, o Plano Real de estabilização da economia, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef de desenvolvimento da educação e valorização do magistério etc. O PT recuou estrategicamente quando foi convencido por marqueteiros eleitorais de que deveria produzir uma Carta ao Povo Brasileiro, reconhecendo os avanços econômicos e sociais, para ajudar a eleger Lula depois de três disputas presidenciais sem sucesso.</p><p>Vale muito a relembrança de Índio da Costa sobre a ligação das Farc com o PT, justamente porque Dilma é vulnerável ao esquerdismo, retrato de uma época, mas que uma parte influente do PT no atual governo federal do Brasil tenta reacender valorizando relações internacionais com Nações comandadas por ditadores. Observe que Dilma atribui essa polêmica a um pretenso baixo nível da campanha, mas não diz uma palavra sequer que desminta seus opositores ou negue as ligações do seu PT com as Farc, que atualmente são uma força ligada ao narcotráfico.</p><p>Não dá para ficar inerte diante desses fatos amplamente divulgados pela imprensa nacional e estrangeira, bem como pelas últimas tentativas desse governo petista, com a censura à imprensa, ao Ministério Público e a todas as iniciativas livres da sociedade!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://raul.blog.br/651/a-parte-do-pt-das-farc/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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